Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Suspenso.

Como o titulo indica, o blog apartir de agora está suspenso ( mas tambem não é como se alguem se preocupasse...). Como já devem ter reparado, o visual mudou, algo que já andava a planear a algum tempo. Tambem, ando a re-escrever os primeiros capitulos. Já que ninguem lê, faço o que bem entender com isto. Já re-escrevi até ao capitulo 8, se não me engano. Se estiver editado, está lá notificado. Ainda estou a pensar editar alguns de novo, mas isso logo se vê. Se quiserem ler o que já está escrito, estão á vontade. Há medida que vou mudando vou postando. Ah, e a personagem Raphaella chama-se agora Melody. Estou a pensar em deixar de postar e fazer sérias modificações na fic. Como ninguem a lê, não vale a pena postar, e como escrevo mais para desanuviar um pouco ia fazendo as alterações que quisesse sem me preocupar. Como já não estou de acordo com algumas coisas que escrevi, quero mudar.È tudo. Estou desejosa de lêr o vosso feedback.

publicado por Scarlet às 22:29
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

FanFic Cap. 22– Hate

Desculpem a todos ter demorado tanto, a minha cabeça tem estado um caco ultimamente e não tenho conseguido escrever nada. Sem mais nada a dizer, aqui está o capitulo:

 

Não consegui reagir a primeira tentativa. Senti tudo a voltar a minha mente como um tiro. Mas não era possível. Porem, este estava ali sentado. A sorrir para mim com um sorriso divertido e cínico. Estava vestido da mesma maneira.

Tinha a certeza que era ele. O homem que apareceu nos meus sonhos na noite passada. Pensei em ir ter com ele confronta-lo, mas tinha medo. Cada nervo do meu corpo transmitia uma palavra á minha mente: perigo. Ele transmitia perigo. Aqueles olhos mostravam morte. Não sabia porque, mas tinha certeza disso.

Mas parte de mim queria confronta-lo e exigir saber o que ele queria de mim. E saber como entrara nos meus sonhos. Sim, porque isso era de doidos. Se disse-se a alguém que aquele homem arranjou uma maneira de entrar nos meus sonhos chamavam-me de maluca. Bem, mas tenho de admitir que algo assim já aconteceu. E a minha barriga pode provar isso. A quem poderia contar isto? Bem, Jacob sabia do outro caso e não me julgara. Até acreditara em mim. Tambem podia contar com Emily. Mas sentia receio de lhes contar. Passou-me pela cabeça que o sujeito pudesse fazer-lhes mal.

Sem pensar mais, dei um passo na direcção dele. Tinha medo, sim, mas a vontade de saber o que se passava ultrapassava tudo. Quem sabe, ele podia estar relacionado com o primeiro sonho. Ou podia fazer com que tudo parasse. O que é muito pouco provável, porque tinha o pressentimento que ela não ia fazer os problemas desaparecer mais piorar ainda mais as coisas.

Ai, a minha cabeça estava numa confusão. Demasiado para mim em tão pouco tempo. Demasiada coisa inacreditável. Cheguei-me ao pé dele e o medo foi crescendo. Tive medo de gaguejar, então falei rápido.

- Quem és? E o que queres de mim?

- Não quero nada de ti; quero-te a ti.

Não soube reagir perante tais palavras. Imaginei mil e uma coisas nos segundos de hesitação dele, mil possíveis respostas, mas não aquela. Queria sair dali, tinha de sair dali. Respirava depressa, e estava a tentar controlar-me para não tremer. Ouvi um autocarro atrás de mim: a minha salvação. Corri antes de ele partir, sem olhar para trás, e apanhei-o.

Tentava apressar o passo, mas a areia ia entrando nos ténis e isso tornava as coisas mais complicadas. Mas já avistava a casa, o que me fazia andar ainda mais rápido. Não fazia ideia do que lhe dizer, como lhe explicar o que se estava a passar na minha cabeça, mas precisava de alguém. Estava com medo daquele sujeito. Muito medo.

Finalmente cheguei ao alpendre e bati duas vezes a porta, com tanta força que magoei a mão. Larguei a mala no chão e comecei a descalçar-me, para não lhe sujar a casa de areia, e quando ia tirar o segundo, ele abriu a porta.

- Precisamos de falar – foi tudo o que consegui dizer.

Jacob Black

Ela entrou em casa, lentamente, como se temesse alguma coisa. Olhava para todos os lados, tremia, e respirava apressadamente. Sentou-se no sofá e olhou para mim, com uma dor nos olhos que me corroía por dentro. Não conseguia suportar, apenas… aqueles olhos carregados de dor e medo queimavam-me. Os olhos que antes eram cobertos de alegria eram agora um poço de tristeza sem fim.

- Q… que se passa?

- Ajuda-me a descobrir o que se passa comigo, Jacob. Já não aguento mais. – Queria dizer algo, mas ela continuou a falar. Baixou o olhar, deixando de me encarar. – Não sei como dizer-te. Passei a viagem toda a ensaiar as palavras na minha cabeça, mas acho que foi-se tudo. Bem, ontem á noite tive outro sonho. Um homem apareceu, e numa questão de segundos apareceu um lobo. O lobo. O mesmo que apareceu no primeiro sonho. Quando acordei, tentei desviar a minha mente do assunto. Mais tarde, quando fui ao parque, vi o mesmo homem sentado num banco a olhar para mim. Tinha a certeza que era o mesmo. Não sei onde arranjei a coragem de ir ter com ele. Perguntei-lhe quem era e o que queria de mim. Ele disse que me queria a mim. Nesse momento fugi. Meti-me num autocarro e vim ter contigo. Sinto que és o único que me pode ajudar. Não sei o que se passa, como isto pode acontecer, mas tenho medo das respostas. Só quero que acabe.

Foi nesses momentos que juntei as peças. Lembrei-me das exactas palavras de Emily.

“ Raphaella contou-me a verdade. – era difícil para ela de falar em condições, respirava com dificuldade e dizia as palavras por entre suspiros – E apreciou cada palavra que disse. Ela disse que não sabia a história toda, que tu matas-te uma rapariga a alguns anos a trás, e o irmão dela, ou namorado, quer vingança em alguém que ames. Quando soube que tu tinhas uma impressão nela, ele decidiu matar Kate. Como tentou no sonho dela. E como já deves ter adivinhado, ele é um lobisomem. E não descansar até ver sangue.”

Ele já não a queria matar. Ele queria-a só para ele. Sentia nojo só de pensar nisso. Kate noutros braços sem ser os meus. Especialmente nos braços de alguém que já a tentou matar.

Mas só não entendia porquê. Sentia raiva a encher o meu coração. Mas vinha com tanta dor que não era capaz de mais nada. Não era capaz de me passar como me passei com R.   

Acho que de tanto a vigiar e persegui-la na tentativa de a matar, ele descobriu o diamante que Kate realmente é. E apaixonou-se por ela. Agora a única maneira era de o matar. Não posso deixar que fique com ela. Que a magoe. Que possua. Não posso.

Sentia palavras e mais palavras a percorrer-me a mente, de forma tão rápida que doía, e não conseguia parar. Ódio, medo, amor, nojo, raiva, paixão, tudo, todos os sentimentos possíveis, numa bola enorme e barulhenta.

- Tinha um certo medo de te contar, sabias? Temia que ele descobrisse e te viesse magoar. – Disse ela, interrompendo a linha dos meus pensamentos.

Olhei para ela. Fitava os olhos em mim, com lágrimas. Fui até ela e abracei-a, para ela não chorar mais, mas teve o efeito contrário e as suas lágrimas soltaram-se cada vez mais.

- Não chores Kate. Vai ficar tudo bem. Estou ao teu lado.

- Como Jake? Como? Se nós nem sabemos o que fazer. Não sabemos nada sobre ele. Estamos perdidos, na estaca zero. E ele sabe tudo. Está um passo á nossa frente.

- Havemos de arranjar uma solução, ok? Ele não te vai tocar.

- Eu… estou tão confusa. Nada disto pode ser realidade. Nada disto é possível.

- O mundo não é só feito pelo que tu conheces, Katherine. Há tanta escuridão neste muito que nem te passa pela cabeça.

Kate optou pelo silêncio. Largou-me e arrastou-se até ao sofá, sentando-se e desviando o olhar, enquanto eu continuava a olhar para ela.

- Porque não vais dormir um pouco? Precisas de descansar. Anda, eu levo-te até ao quarto – dei-lhe a mão e subimos as escadas. Ela deitou-se na cama, com uma expressão apagada, e eu pus-lhe um cobertor em cima. Dei-lhe um beijo na testa e sai. Só espero que ela consiga dormir.

A medida que ia descendo as escadas ouvi alguém bater a porta. Antes de puder abrir a porta, Nate já tinha entrado, com um sorriso colado a cara.

- Hey bro. Que fazes?

- Fui por Kate a dormir – suspirei – tu?

- Vinha ver se querias vir acampar connosco hoje. Espera ai, por a Kate a dormir? O que aconteceu?

Expliquei-lhe por breves palavras os acontecimentos que tinham ocorrido e ele disse que ela também devia ir, pois era bom para ela desanuviar.  Até achei boa ideia, os nossos acampamentos são sempre bastante divertidos. Levamos as tendas para a floresta, alguns jogos e por vezes o portátil do Pete, e passamos lá a noite. Normalmente não costumamos levar comida, pois vamos caçar, mas desta vez vai ter de ser…

- Sim, é boa ideia. Eu pergunto-lhe se ela quer ir quando acordar.

- Ok. Depois diz-me alguma coisa. Eu vou ter com o Drew. Até já, meu.

Nate saiu e sentei-me no sofá. Tentava cuidar da minha mente, deixar as coisas más de lado, mas estava a ser difícil.  Nestes dias tinha andado mais depressivo do que em toda a minha vida. Ter encontrado Katherine fez entrar muitas coisas na minha vida. Demasiadas. Por vezes, só queria ter uma vida normal. Não é que não tenha gostado de encontrar Kate, muito pelo contrário, ela é a melhor coisa na minha vida, mas o que faz ficar neste estado é o facto de saber que estou a arrastar para esta vida. È um pouco difícil de compreender. Mas sei que ela partilhava o mesmo sentimento, embora não saber a verdade completa.

- Jacob.

Virei-me, e lá estava ela. Embrulhada no meu lençol, que vinha desde as escadas até onde ela se encontrava. Com uma expressão desconhecida, ela tinha um ar inocente e cansado.

- Não consigo dormir. Não quero estar sozinha. Posso ficar contigo um bocadinho? È tudo o que eu quero.

As suas palavras queimavam-me a alma. A dor no seu olhar, a sua expressão, as suas palavras. Senti que morrera um pouco por dentro, mas senti-me unicamente feliz pois sabia que ela precisava de mim e eu podia ajuda-la. Tomei-a nos meus braços, e deixamo-nos ficar assim durante um bons minutos. Nada mais importava, o universo não existia em nosso redor, a única coisa que envolvia a minha mente era Katherine e a paixão que sentia por ela.

-Jake?

-Sim?

- Posso ficar contigo no sofá? Fazes-me sentir segura e não te quero largar.

Sentei-me e ela sentou-me ao meu lado, recostando a sua cabeça no meu ombro. Pus o cobertor sobre ela e ela fechou os olhos, suspirando. Talvez agora já conseguisse dormir.

publicado por Scarlet às 22:57
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